Expressão nova vista por ninguém diante de um espelho meio embaçado e sujo. Palavras jorravam dentro de seu ser, palavras que o mundo jamais ouviria e nem lhe seriam úteis. Num flash, um impacto, alguns cacos, nenhum grito. Dentro daquele cômodo, um grande incômodo jamais visto. Ela saiu despreparada para ser tão ela, era ninguém em um mundo tão vasto, mas saiu. Nas ruas, viu os carros passando, as pessoas passando, tudo passava -que bom! E ela seguia entre pressa e calma, entre angústias e súbitos sossegados também angustiantes. Seguia marcando o caminho para àquela que voltaria em seu lugar, andava equilibrando em si mesma. De repente choveu e ela escorregou na própria lágrima. O cheiro não era de terra molhada, era de terra árida. Seguia, quando sorriu num susto calada meio de lado e esquisito, mas tudo bem ninguém a via. Viveu um dia perdido! Brincou dispersamente entre os trilhos de um trem que não passaria mas em sua cabeça o apito agudo acalentava sua alma. Entao sentiu a noite cair pesada sobre sua cabeça cheia de ideias escuras onde um fantasma se escondia. O porvir ninguém previa, o fim que alamarva um novo nascer, nem ela dessa vez imaginaria, ninguém literalmente, esperava que ela fosse voltar bem. Ainda não se sabe pra quem. O mundo conheceu sua nova face. Mas ninguém sabe quem é Ana e que morrer deita e que nascer levanta com ela.