Simples, porém glorioso
De repente, acordou e respirou fundo, tão fundo que se perdeu dentro de si. Mas diferente das outras vezes que isso ocorreu, não quis encontrar respostas ou saídas. Aceitava as condições e sorria até. Sorria até que se encontrava numa paz interior imensa. Tão imensa que era o horizonte de outrem. Tão outrem que nem percebia tamanho valor. Tão valoroso que reluzia. E era tão reluzente que encantava. Tão encantador como a dança de uma criança distraída de si e do mundo. Tão inocente que Deus resolveu parar pra ver. Tão vislumbroso. Tão imenso. E tão mais. O alfa e o Ômega. Tanto mais que o fundo em que caiu parecia mais profundo, mais genial e brilhante quando a luz do fim do túnel invadiu. Peripécias, respirava e respirava... Vivia! Tão bem vividas horas que sorria e deixava que tudo acontecesse tão, tão, tão tão. E dançava no batuque dos sentimentos simples e intensos como um sorriso imprevisível, uma criança, uma dança, uma luz, um Deus, uma vida SALVA!
''Estar assim
Sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim''
O mundo as vezes teima em trepar em minhas costas
Sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim''
O mundo as vezes teima em trepar em minhas costas
Eu me remexo pra ver se alguma coisa escorrega e ameniza
Mas nada. Mais nada.
Eu já quis pega-lo no colo, já quis abraça-lo, mas ele é travesso
Não quero mais ganha-lo
Agora só me sinto capaz de deixa-lo a vontade
Não mais reajo
Talvez ele esteja esperando algo de mim, enquanto eu também espero dele
As coisas, tantas coisas, grandes coisas, o mundo é assim
Um ir e vir, as vezes sem razão
Estou cansada desses vais e vens
Cansada dos transeuntes que já fizeram parte de mim
E hoje são estranhos
Esqueci do beijo, do abraço, do aperto de mão
Esqueci como é desenhar curvas no rosto
Desaprendi como é ter sonhos
Não conjugo mais o verbo acreditar
Os dias, parece que já vivi todos
Não é o mundo, sou eu
Mas nada. Mais nada.
Eu já quis pega-lo no colo, já quis abraça-lo, mas ele é travesso
Não quero mais ganha-lo
Agora só me sinto capaz de deixa-lo a vontade
Não mais reajo
Talvez ele esteja esperando algo de mim, enquanto eu também espero dele
As coisas, tantas coisas, grandes coisas, o mundo é assim
Um ir e vir, as vezes sem razão
Estou cansada desses vais e vens
Cansada dos transeuntes que já fizeram parte de mim
E hoje são estranhos
Esqueci do beijo, do abraço, do aperto de mão
Esqueci como é desenhar curvas no rosto
Desaprendi como é ter sonhos
Não conjugo mais o verbo acreditar
Os dias, parece que já vivi todos
Não é o mundo, sou eu
Não é o mundo...
O vazio é que pesa
O vazio é que pesa
Nessa página em branco, vejo como poderia ser se já não fosse
Sou quase que sem querer
Linhas, rabiscos, decodificações
Meio sem temática e sem caminho como o que escrevo agora
Contudo, vou no vão
Posso ser nessa nova frase uma nova história
De grão em grão, encho-me de vida
Encho-me de letras, palavras, frases e muita orações pra continuar
Encho-me de intenção de escrever e viver
Pra dizer que não
Recuso-me ser como um deserto
Recuso-me ver a vida escorrer como água entre meus dedos
E de ter um coração tão gélido, parado e seco
Pra dizer que sim
Aceito a chuva
Aceito o dançar por entre essas gotas que fazem música
ao cair no chão
E meu coração num leve susto, pula
Meus pés acompanham a valsa com a nobre solidão
que hoje também dança
Toda gota é prova de que atravessei o deserto
Toda gota é demonstração de que não há mais hemorragia
Mas um derramamento de vida
E meu corpo por inteiro se rende, não como prostração,
mas sim como quem descansa tranquilamente
nesse chão que meus pés podem tocar, sem se perderem.
Sinto-me alagada de esperança, paz e confiança, enfim.
A vida convida sempre pra uma nova
história
palavra
como oásis
Aceito sim, navegar
Aceito sim, o convite de viver
Agora e todo dia, em todos os versos e estrofes!
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